quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Jornalista acusa Silas Malafaia, R. R. Soares, Edir Macedo e Valdemiro Santiago de serem “vendilhões do templo e espertalhões da fé”

O jornalista Luiz Cláudio Cunha escreveu um artigo crítico e direto sobre os grandes pastores tele-evangelistas brasileiros e estendeu seus pensamentos sobre a influência da teologia da prosperidade na doutrina praticada pelas igrejas neo-pentecostais.
Em seu texto, Cunha afirma que “incapaz de vender a alma ao diabo, a Rede Bandeirantes acaba de revender seu santo horário da noite para o pastor R.R. Soares”, numa menção à renovação de contrato entre a Igreja Internacional da Graça e a emissora do bairro do Morumbi, em São Paulo.
Sobre os programas religiosos na televisão, Cunha se mostra inconformado com o dinheiro empregado para que tais pastores se mantenham na televisão e critica também a sociedade, que assiste a “onda avassaladora do dinheiro que afoga a TV brasileira deste Brasil cínico que finge ser laico e imune à força econômica da religião e seus falsos profetas”.
Sobre o pastor Silas Malafaia, a quem chama de “Trovão homofóbico”, o jornalista afirma que o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo “fala muito” e “importa dos Estados Unidos especialistas nesta riqueza material”, numa referência à parceria de Malafaia com Mike Murdock.
Valdemiro Santiago não escapou das rigorosas críticas do jornalista, que o classifica de “bispo sertanejo” e afirma que o líder da Igreja Mundial do Poder de Deus tem preferência por arrecadações volumosas e simples de ofertas: “o bispo sertanejo imaginou outra forma esperta de arrecadar dinheiro fácil, mas desta vez sem choro. Criou a campanha do “Martelinho da Justiça”, um pequeno, baratinho malho de madeira capaz de quebrar mandingas, maus-olhados e ‘as pedras que atravessam os seus caminhos’. A clava fajuta de Valdemiro, que despertaria a inveja do grande Thor, devia ser canonizada como a mais cara do mundo: cada oferta pelo martelinho tinha o mínimo de R$ 1 mil”.
O líder da Igreja Universal do Reino de Deus também foi alvo das observações do jornalista Luiz Cláudio Cunha, que responsabiliza o bispo Edir Macedo pelo surgimento da corrente neopentecostal adepta da teologia da prosperidade: “A primeira semente deste ostensivo neopentecostalismo brotou no Brasil com a Igreja Universal do Reino de Deus, fundada em 1977 pelo bispo Edir Macedo”.
Sobre a teologia da prosperidade, Cunha fala sobre a capacidade de arrecadação das igrejas, motivada pela ambição de conquista dos fiéis e seus líderes: “A louvação ecumênica ao dinheiro pintado pela hipocrisia de todos os credos esclarece, em parte, a progressiva invasão destes templos cada vez mais eletrônicos, escancarados por vendilhões cada vez mais acessíveis a espertalhões cada vez mais abusados no assalto à boa fé de sempre dos desesperados. O velho evangelista Kenyon, profeta dessa cínica doutrina da prosperidade, poderia traduzir este Armagedom moral com o mantra invertido da religião de resultado que inventou: o que eu possuo, não confesso”.
A TV Globo e seu Festival Promessas não escaparam aos comentários de Luiz Cláudio Cunha, em seu texto publicado no site Sul 21. Para ele, a “conversão da Globo” se deve ao potencial do mercado evangélico brasileiro: “O olho cúpido e republicano da Globo está mirando um mercado de música gospel que o The Guardian estima em R$ 1,5 bilhão, um paraíso econômico onde se irmanam crentes, artistas, emissoras laicas, pastores, espertalhões, vigaristas e políticos de todas as crenças, devotos todos do santo dinheiro que cai do céu diretamente em seus bolsos”.
O jornalista ainda afirma que “os querubins globais sussurram nos corredores da ‘Vênus Platinada’ que os direitos de comercialização e os espaços publicitários do festival renderam à Globo algo entre R$ 35 milhões a R$ 55 milhões, o suficiente para remir muitos pecados, dúvidas e dívidas, aqui na terra e lá no céu”.
Em uma áspera crítica à participação de duas evangélicas no Big Brother Brasil, o jornalista afirma que “não se sabe ainda o tamanho do fio-dental que as duas evangélicas vão exibir na casa mais vigiada do Brasil, nem o salmo que irão recitar debaixo do edredom, cercadas por tantas câmeras indiscretas. Não deixa de ser simbólico que, cinco séculos após ser cravado nos portões da igreja de Wittenberg, o credo rigorosamente puritano e austero fundado pelo cisma de Luterano infiltre duas crentes assanhadas e iconoclastas no cenário conspícuo do programa mais ímpio da maior rede brasileira de TV aberta”.
Confira a íntegra do artigo de Luiz Cláudio Cunha:
Os vendilhões dos templos eletrônicos em tempos de espertalhões da fé
Incapaz de vender a alma ao diabo, a Rede Bandeirantes acaba de revender seu santo horário da noite para o pastor R.R. Soares, o líder da Igreja Internacional da Graça de Deus. O seu ‘Show da Fé’ de 20 minutos, que começava religiosamente às 21h, agora vai durar uma hora inteira, a partir das 20h30. Não se sabe ainda quanto custou esse novo e triplicado milagre, mas pelo contrato antigo o bom pastor já pagava R$ 5 milhões mensais à Band. O vil metal falou mais alto para a TV de Johnny Saad, que anunciava a devolução do horário nobre da noite a seriados consagrados, como o 24 Horas, para concorrer com as novelas da Globo e as séries do SBT, todas com melhor audiência.
A novidade escangalhou os planos do argentino Diego Guebel, que assumiu a direção artística da Band em outubro passado com a promessa de recuperar o espaço nobre e caro da noite para atrações mais mundanas do que a prosopopeia de Soares. A bíblica derrota de Guebel na Band é apenas outro indício da onda avassaladora do dinheiro que afoga a TV brasileira deste Brasil cínico que finge ser laico e imune à força econômica da religião e seus falsos profetas. Os canais de rádio e TV são concessões públicas, supostamente alheias aos credos e seitas religiosas que transformaram estúdios, igrejas, templos e estádios em púlpitos eletrônicos cada vez mais invasivos e escancarados.
Não existe ninguém no Governo ou no Congresso brasileiros com coragem para frear essa flagrante ilegalidade, sancionada por verbas, dízimos, patrocínios e uma farta hipocrisia. A irrestrita capitulação aos padres e pastores que lideram milhões de fiéis (e eleitores) ficou escancarada na última eleição presidencial, em 2010, quando os dois principais candidatos com raízes na esquerda — Dilma Rousseff e José Serra — sucumbiram vergonhosamente à chantagem das correntes mais atrasadas das igrejas, frequentando missas e cultos com o gestual mal ensaiado de pios devotos que não sabiam nem metade da missa, nem qualquer salmo dos evangelhos. Encenaram um constrangedor teatro de conversão medida para não ofender o eleitor mais ortodoxo. Para não perder votos, Dilma e Serra caíram na armadilha do falso debate religioso sobre o aborto — um tema que um e outro, por mera consciência política ou formação acadêmica, sabem que nos países mais evoluídos não passa de um grave e secular problema de saúde pública.
A submissão das instâncias do Estado secular ao poder cada vez maior das igrejas pode ser medida pela intrusão cada vez mais descarada da fé nos meios eletrônicos do Brasil, que deturpam a concessão pública pelo proselitismo religioso vetado pela Constituição. A igreja católica brasileira agrupa hoje mais de 200 rádios e quase 50 emissoras de TV, contra 80 rádios e quase 280 emissoras de TV de oito braços do crescente ramo evangélico. É um domínio que se fortalece cada vez mais, embora adaptando seu perfil para fórmulas mais agressivas e despudoradas de avanço sobre o bolso das populações mais pobres, mais desesperadas, menos instruídas.
Comer ou dormir
Em agosto de 2011, a Fundação Getúlio Vargas divulgou o Novo Mapa das Religiões, um denso estudo realizado pelo Centro de Políticas Sociais da FGV, com base em 200 mil entrevistas formuladas pelo IBGE em 2009 a partir de sua Pesquisa de Orçamento Familiar (POF). O trabalho mostrou que o Brasil deixará de ser a maior nação católica do mundo nos próximos 20 anos, mantida a queda progressiva que sofre a Igreja no país. Ela representava 83,24% da população em 1991 e caiu para 68,43% em 2009. “As mudanças que antes ocorriam em 100 anos agora acontecem em 10. Se esta perda de 1% de católicos por ano continuar, a Igreja católica terá em 20 anos menos da metade da população brasileira”, destacou o coordenador da pesquisa, Marcelo Côrtes Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV.
A economia é um forte indutor desta transformação, diz Neri. Ele lembra que as chamadas ‘décadas perdidas’ de 1980 e 1990 foram demarcadas pela queda do catolicismo em contraste com a ascensão dos grupos evangélicos, especialmente seus ramos mais belicosos e vorazes — os neopentecostais. O período de 2003 a 2009, compreendido entre duas graves crises econômicas, observa uma segunda explosão evangélica, passando de 17,9% para 20,2%. A primeira explosão, ainda maior, ocorreu nas últimas seis décadas do Século 20, quando os evangélicos aumentaram seu rebanho em sete vezes: passaram de 2,6% em 1940 para 15,4% em 2000. A FGV foi buscar no alemão Max Weber (1864-1920), o pai da moderna sociologia, o fundamento teórico que explica o avanço arrebatador dos evangélicos, a partir de sua obra mais conhecida — A ética protestante e o ‘espírito’ do capitalismo, publicada em 1904-05. Ali, Weber explica o maior desenvolvimento capitalista nos países protestantes no Século 19 e a maior proporção desses fiéis entre empresários e trabalhadores mais qualificados. “A tese de Weber era que o estilo de vida católico jogava para outra vida a conquista da felicidade. A culpa católica inibiria a acumulação de capital e a lógica da dívida de trabalho, motores fundamentais do desenvolvimento capitalista”, escreve Neri.
Weber repetia um ditado da época: “Entre bem comer ou bem dormir, há que escolher. O protestante quer comer bem, enquanto o católico quer dormir sossegado”. O pensador alemão constrói seu texto em cima de máximas do inventor e calvinista americano Benjamin Franklin (1706-1790), um dos líderes da Independência dos Estados Unidos, que dizia que “tempo é dinheiro” e “dinheiro gera mais dinheiro”. Era uma notável conversão justamente aos argumentos opostos que levaram ao grande cisma do cristianismo, no início do Século 16, quando um atrevido padre agostiniano alemão, Martinho Lutero, pregou nos portões da igreja de Wittenberg as suas 95 teses que desafiavam a autoridade do Papa e quebravam a hegemonia de Roma sobre o mundo cristão. Na época, Lutero denunciava justamente o que seria o âmago da Reforma Protestante: o desvio do caminho de fé da igreja primitiva para o atalho da corrupção, da indulgência, da simonia e da luxúria de papas e cardeais rodeados de amantes e concubinas, antecessores lascivos dos bispos e padres que comem criancinhas.
Teologia do bolso
Lutero e sua radical volta às origens, estimulando o protesto aos desvios éticos de Roma e o retorno à palavra original dos evangelhos, geraram os dois termos que identificam os segmentos mais prósperos da dissidência cristã: os protestantes e os evangélicos, onde brilha sua facção mais agressiva e endinheirada — o pentecostalismo, que hoje abriga no mundo cerca de 600 milhões de seguidores, pulverizados em 11 mil seitas e subgrupos. Ali viceja sua parcela mais faustosa: a corrente neopentecostal, a que pertencem o abonado bispo R.R. Soares e seus parceiros mais ricos, os também bispos Edir Macedo, Silas Malafaia e Valdemiro Santiago, cada um chefiando sua própria seita, sempre na condição suprema de ‘apóstolos’. Todos mostram uma devoção especial pela alma e pelo bolso de seus seguidores, a quem não se acanham de pedir contribuições financeiras a que, recatadamente, chamam de ‘oferta’.
Para não atormentar ainda mais a vida de sua aflita freguesia, os quatro chefes religiosos tratam de facilitar ao máximo as ofertas financeiras. Na tela da TV de seus animados cultos, sempre se oferece o número das contas bancárias, a bandeira dos cartões de crédito ou o telefone para informações extras que permitam a oferta, rápida e facilitada. Nenhum deles fica ruborizado pela insistência do pedido de ajuda, porque todos são pios devotos da ‘Teologia da Prosperidade’, uma doutrina pecuniária que faria o velho Lutero engolir cada uma das 95 teses que vomitou contra a cupidez da velha Roma.
A ideia nasceu, evidentemente, no coração do capitalismo, os Estados Unidos, no início do Século 20. O pai dessa fé sonante é o americano Essek William Kenyon (1867-1948), um evangelista de origem metodista nascido em Saratoga, Estado de Nova York. Descobriu o milagre do rádio e plantou ali a sua “Igreja no Ar”, a ancestral eletrônica dos R.R.Soares e Malafaias da vida. Espalhou então aos quatro ventos o lema que explica as benesses divinas da fartura: “O que eu confesso, eu possuo”.
Kenyon passou o bastão da prosperidade para um conterrâneo, Kenneth Erwin Hagin (1917-2003), um jovem texano com deficiência cardíaca, que caiu de cama quando adolescente. Garantiu ter ido e voltado ao inferno e ao céu não uma, nem duas, mas três (três!) vezes. Com este desempenho singular, até para campeões de esportes radicais, o jovem naturalmente converteu-se. Dizendo-se ungido para ser mestre e profeta, Hagin garantia ter tido oito (oito!) visões de Cristo na década de 1950, além de acumular alguns passeios extracorpóreos. Tudo isso acrescido pela divina revelação de que os verdadeiros fiéis deviam gozar de uma excelente saúde financeira e que o caminho da fortuna passava, inevitavelmente, pela prosperidade de seus profetas aqui na Terra. Foi sopa no mel, e a teologia da prosperidade conquistou corações e mentes — e bolsos.
Na conta do santo
A primeira semente deste ostensivo neopentecostalismo brotou no Brasil com a Igreja Universal do Reino de Deus, fundada em 1977 pelo bispo Edir Macedo. Três anos depois, o pastor R.R. Soares, casado com Magdalena, irmã de Macedo, saiu do ninho da Universal para fundar sua própria igreja, a Internacional da Graça de Deus, que acaba de alugar a tela do horário nobre da Band graças ao verbo divino e a verba milionária do pastor. Uma década depois, o bispo Macedo, ainda mais próspero do que o cunhado, comprou a sua própria rede de TV, a Record, hoje a segunda maior audiência do país (4,7 pontos) no horário nobre das noites de dezembro passado, embora ainda distante da Globo (13,8).
Os televangelistas brasileiros aparentemente compõem um paraíso na terra e no ar rico em mirra, incenso e ouro, muito ouro. Há tempos, quatro grupos evangélicos rondam o empresário Sílvio Santos, que topa tudo por dinheiro, na esperança de amealhar o espaço das madrugadas do SBT por módicos R$ 20 milhões mensais. Em 2009, o próprio Edir Macedo alvejou sua maior concorrente: ofertou R$ 545 milhões para alugar o espaço das madrugadas da Rede Globo para a sua Igreja. A Globo piscou, não respondeu, e o bispo voltou à carga em agosto passado, disposto a mover céus e terras. Nada feito.
A contabilidade desses pastores, pelo jeito, oscila entre o inferno e o paraíso. O bispo que oferecia milhões para comprar um naco do maior concorrente era o mesmo dono da Igreja que fazia um descarado apelo em seu blog, em abril passado, para que os fieis juntassem alguns trocados para ajudá-lo a pagar a conta salgada de seu site. Coisa miúda, apenas R$ 107.622 mensais, que o pobre bispo diz gastar com despesas mundanas como hospedagem do servidor, salário dos funcionários, água, luz e gastos administrativos da manutenção do site. “Se o Espírito Santo lhe tocar, nos ajude a carregar essa responsabilidade”, escreveu o bispo, implorando por uma doação mínima de R$ 20.
O espírito santo, aparentemente, tocou a Rede Globo. A emissora dos Marinho odeia o bispo Macedo, mas adora os evangélicos. Na véspera do Natal de 2011, 18 de dezembro, a maior rede desta vasta nação católica rasgou o hábito e transmitiu o seu primeiro evento evangélico, gravado uma semana antes no Aterro do Flamengo, no Rio. O público presente, apenas 20 mil pessoas, foi uma heresia para as ambições bíblicas da Globo, mas a fiel audiência na telinha na tarde do domingo seguinte foi uma bênção divina. Ao longo dos 75 minutos do programa, condensado de quase oito horas de gravação ao vivo (entre 14h e 21h30), apresentaram-se nove artistas no ‘Festival Promessas 2011′, sob o comando do astro global Serginho Groisman. Um dos mais festejados foi o cantor Regis Danese, 39 anos, que vendeu um milhão de cópias com um único disco gospel, “Compromisso”, o único a conquistar o primeiro lugar em rádios e TVs seculares do país e que lhe garantiu a indicação para o prêmio Grammy Latino em 2009.
A conversão da Globo
Antes desse sucesso, Danese já era consagrado como artista do “Só Pra Contrariar”, um grupo de pagode que ainda ostenta o 27º lugar do ranking brasileiro, com 8 milhões de discos vendidos. Apesar disso, com problemas no casamento, converteu-se ao protestantismo no início do século. Salvou o matrimônio com Kelly, sua parceira musical, e engordou ainda mais o bolso. O álbum “Compromisso”, que conquistou o ‘Disco de Diamante’ pela venda de 500 mil cópias em apenas quatro meses de 2008, traz o seu maior sucesso, Faz um Milagre em Mim. O jornalista Tom Phillips, do diário britânico The Guardian, anotou que, logo após sua triunfal apresentação no festival da Globo, Danese foi indagado na entrevista coletiva sobre os fundamentos deste milagre musical: “O senhor escutou a voz de Deus? O que ele disse?”, perguntavam-lhe. O ex-pagodeiro explicava e, embevecido, o isento repórter da revista Nova Jerusalém ressoava a cada resposta: “Amém. Louvado seja o Senhor!”
A genuflexão da Globo não representa uma súbita conversão da emissora ao credo evangélico da música: “A Globo não é um canal católico, e sim secular e republicano. Apenas documentamos um festival gospel por sua crescente importância na vida cultural do Brasil”, esquivou-se Luiz Gleizer, diretor da TV, ao jornalista britânico que ecoou o festival sob uma manchete embalada pela típica ironia inglesa: “O Gospel começa a dar o tom no Brasil, a casa da bossa nova”.
Os profetas da Globo não sabem entoar um único salmo, mas como os apóstolos eletrônicos da concorrência também têm um ouvido afinado pelo doce tilintar das moedas do templo. Isso não é contado nem no confessionário, mas os querubins globais sussurram nos corredores da ‘Vênus Platinada’ que os direitos de comercialização e os espaços publicitários do festival renderam à Globo algo entre R$ 35 milhões a R$ 55 milhões, o suficiente para remir muitos pecados, dúvidas e dívidas, aqui na terra e lá no céu. O grupo é dono da gravadora Som Livre e de um catálogo religioso onde brilham ídolos como o padre católico Fábio de Melo, que já vendeu quase 2 milhões de CDs pelo selo global.
O olho cúpido e republicano da Globo está mirando um mercado de música gospel que o The Guardian estima em R$ 1,5 bilhão, um paraíso econômico onde se irmanam crentes, artistas, emissoras laicas, pastores, espertalhões, vigaristas e políticos de todas as crenças, devotos todos do santo dinheiro que cai do céu diretamente em seus bolsos. O fluminense Arolde de Oliveira, deputado federal pelo PSD — aquele diabólico partido nascido da costela do prefeito Gilberto Kassab e que garante não pertencer nem ao paraíso, nem ao inferno, nem ao purgatório —, é dono da rádio 93 FM e do Grupo MK Music, que ele jura ser o maior selo de música gospel do continente. “Mais de 60 milhões de brasileiros estão direta ou indiretamente ligados à Igreja Evangélica”, lembra o deputado Oliveira. A Globo, como se vê, tem a inspiração divina e o ouvido apurado.
O festival Promessas abriu as portas de uma terra prometida para os profetas globais. No domingo gospel, a audiência da Globo subiu aos céus, dando-lhe a indulgência de miraculosos 13 pontos no Ibope (cada ponto representa 58 mil aparelhos ligados), bem mais do que os 7 humildes pontos habituais do horário. O pastor Silas Malafaia, inimigo da Universal do bispo Macedo, aproveitou e tripudiou no seu site: “A Record não acreditou nos evangélicos, a Globo acreditou e arrebentou na audiência! Enquanto a Record fala mal dos cantores e da igreja, a Globo abre espaço para o louvor e adoração a Deus”. E arrematou com um desajeitado elogio que deve ter sobressaltado as almas globais: “Quando os que deveriam abrir as portas fecham, Deus usa os ímpios para glorificá-lo”. Iluminada pela santa promessa do Ibope, a ímpia Rede Globo prepara mais três edições do sucesso gospel para 2012 — duas versões regionais e uma nacional, evitando cuidadosamente o Rio de Janeiro, que já padece a praga de um congestionamento evangélico todo santo ano.
O golpe do martelinho
Valdemiro Santiago é outro desgarrado da Universal. Depois de ser considerado um virtual sucessor de Edir Macedo, brigou com ele e saiu para fundar em 1998 a sua seita, a Igreja Mundial do Poder de Deus. Começou com 16 membros e hoje o apóstolo Valdemiro chefia mais de dois mil templos, alguns na África e em Portugal, e um jornal mensal, Fé Mundial, com tiragem de 500 mil exemplares — além de um maçante trololó diário de 22 horas na Rede 21, uma subsidiária da Rede Bandeirantes, que administra as duas horas restantes.
Sua marca registrada é um chapéu de boiadeiro, o que reforça sua imagem de astro sertanejo, que costuma ganhar espaço até no Jornal Nacional da Globo, uma devota do divisionismo que Valdemiro poderia provocar nas legiões de seu arqui-inimigo Edir Macedo. Quando enfrenta problemas de caixa, Valdemiro confia no santo gogó. Em 2010, chorou diante das câmeras de TV ao convocar 150 mil fiéis para ofertarem R$ 153, o número de peixes de um alegado milagre de Cristo. Faturou cerca de R$ 23 milhões.
Empolgado, o bispo sertanejo imaginou outra forma esperta de arrecadar dinheiro fácil, mas desta vez sem choro. Criou a campanha do “Martelinho da Justiça”, um pequeno, baratinho malho de madeira capaz de quebrar mandingas, maus-olhados e “as pedras que atravessam os seus caminhos”. A clava fajuta de Valdemiro, que despertaria a inveja do grande Thor, devia ser canonizada como a mais cara do mundo: cada oferta pelo martelinho tinha o mínimo de R$ 1 mil e Valdemiro esperava que 10 mil de seus seguidores o abençoassem com a compra do mimo, o que rechearia seu chapelão com R$ 10 milhões.
No reclame da Igreja Mundial na TV, o pastor de português trôpego, voz rouca, terno e gravata mostrava a certeza das favas divinas e muito bem calculadas: “Ainda hoje ou amanhã, na primeira hora, você vai até a agência bancária e faz esta ‘ofertinha’ de R$ 1 mil. Depois, mandaremos o martelinho pelo correio”. Para esse milagre acontecer, bastava ao crente fazer o depósito nas contas indicadas na tela e disponíveis no Banco do Brasil, Bradesco ou Caixa Econômica Federal. “De preferência no BB, como o nosso apóstolo tem nos orientado”, aconselhava o pastor, com ar compungido.
A atrevida igreja de Valdemiro já vendeu garrafinhas Pet de 400 ml com ‘água ungida’, entregues por ‘ofertas’ de R$ 100, R$ 200 ou até R$ 1.000, prometendo resultados espantosos: “Uma única gota dessa água será o suficiente para mudar a história de sua vida, para lhe abençoar de uma forma poderosa”, jurava o santo homem, escoltado por outros oito pastores calados e sisudos, todos de gravata e terno escuro. Se usassem óculos pretos iria parecer uma paródia do CQC, sem a divina graça do programa humorístico da Band que sucede o show religioso do pastor R.R. Soares nas noites da segunda-feira.
O trovão homofóbico
O bizarro merchandising da Mundial tem produzido bons resultados, pelo menos para as finanças da igreja de Valdemiro. No primeiro dia de 2012 ele inaugurou em Guarulhos, SP, a ‘Cidade Mundial’, um megatemplo de 240 mil metros quadrados e capacidade para acolher 150 mil fieis da Igreja Mundial do Poder de Deus — mais de duas vezes a lotação prevista do Itaquerão (68 mil lugares), o estádio que o Corinthians está construindo para a Copa do Mundo de 2014. Para erigir o templo, Valdemiro viu a igreja aumentar seus gastos mensais em R$ 30 milhões, prova de que o martelinho e a garrafinha são realmente miraculosos.
O pastor Silas Malafaia, chefe supremo da AVEC, sigla da associação que mantém a Igreja Vitória em Cristo, é a voz mais trovejante desse abusado mercado da fé ancorado nos fundamentos pétreos da Teologia da Prosperidade. Embora tenha os mesmos instrumentos de redenção econômica de Edir Macedo, Malafaia é um inimigo mortal do dono da Universal. Divergiram até na eleição presidencial de 2010: ele primeiro apoiou Marina Silva, depois fulminou sua opção pelo plebiscito no debate sobre o aborto (“cristão não tergiversa nesse tema”), e acabou fazendo campanha por Serra, adversário de Dilma, apoiada justamente pelo rival bispo Macedo. Malafaia é figura fácil no Congresso Nacional, em Brasília, onde veste a armadura de sua santa cruzada contra a proposta de lei que combate a homofobia: “O projeto [que garante a livre orientação sexual] é a primeira porta para a pedofilia”, reza, com a fúria dos justos. Numa entrevista a uma revista religiosa, crucificou como “idiotas” todos os pastores que, ao contrário dele, não apostam suas fichas, martelinhos e garrafinhas na Teologia da Prosperidade.
Ele não poupa a garganta e fala muito: quase todo santo dia, Malafaia se esparrama por cinco horas de programas variados em redes nacionais como CNT, Rede TV, Boas Novas e Bandeirantes e ocupa os sábados de emissoras regionais em outros 15 Estados. Seu programa se espalha pelos Estados Unidos e Canadá e, desde meados de 2010, Malafaia atinge 142 milhões de lares em 127 países da África, Ásia, Oriente e Médio e Europa, com o apoio da americana Inspiration Network, que faz a dublagem para o inglês.
Para tornar mais veraz sua pregação, às vezes importa dos Estados Unidos especialistas nesta riqueza material. No ano passado, junto com o pastor americano Mike Murdock, Malafaia lançou o projeto do “Clube de 1 Milhão de Almas”. Alma, sabem os televangelistas, custa caro. Ele pretendia arrebanhar um milhão de crentes para sua grei e seus programas de TV, mediante a ‘oferta’ (voluntária, claro) de R$ 1 mil — ou seja, um martelinho de madeira, pelo generoso chapéu do bispo Valdemiro. Na conta do lápis, uma bolada plena de R$ 1 bilhão, capaz de pagar mais do que cinco Mega-Senas da Virada, que bateu em R$ 177 milhões no réveillon de 2011. Os ofertantes ganhariam o livro 1001 Chaves da Sabedoria, do pastor Murdock, e um certificado do clube milionário, em todos os sentidos.
Para inspirar o seu rebanho, Malafaia teve a feliz ideia de colocar um contador de acessos na página da igreja para que todos acompanhassem a adesão em catadupa do milhão de almas. Algo deu errado, ou o martelinho não funcionou. Lançado em abril do ano passado, o contador da igreja Vitória em Cristo virou uma estátua de sal, como a mulher de Lot em Gênesis (19,26) e estagnou num número pífio: miseráveis 58.875 almas era a contagem de quinta-feira passada, 5 de janeiro. Um inferno de faturamento que não chegou a R$ 60 milhões, muito distante do paraíso do R$ 1 bilhão arquitetado pelo diabólico Malafaia. Faltam portanto ainda 941.125 almas para Malafaia inaugurar, sob as trombetas de Jericó, o seu clube milionário. Haja martelinho!
O supermercado da fé
O bravo Malafaia não desiste facilmente. Em 2009 ele lançou a campanha de uma Bíblia por módicos R$ 900, pouco menos que um martelinho. Era a tarifa da Bíblia da Batalha Espiritual e Vitória Financeira, sacada genial de outro gênio da prosperidade, o pastor americano Morris Cerullo. Desta vez, a garrafinha deve ter funcionado, pois antes do final do ano ele viajou à Flórida, nos Estados Unidos, e lá viu se materializar, em nome da Vitória em Cristo, um jato executivo Cessna quase novo, modelo Citation Excel, pela bagatela de 12 milhões — de dólares !
Se alguém tiver alguma restrição a Bíblia, martelinho ou garrafinha, nem assim terá qualquer constrangimento para auxiliar o empreendimento celestial de Malafaia. Na sua página na Internet (www.vitoriaemcristo.org), o bom pastor dá a boa notícia de que todos podem participar de sua jornada, tornando-se seu ‘Parceiro Ministerial’, um programa de fidelidade da Igreja que arrecada fundos para manter seus programas de TV. A porta está aberta a “qualquer pessoa que receba de Deus a visão de abençoar vidas, proclamando o Evangelho por meio das mensagens do pastor Malafaia”, explica o dono do site e da igreja. Dependendo do tamanho da carteira, seu título de parceiro também cresce: o ‘Especial’ paga R$ 15 mensais, o ‘Fiel’ doa R$ 30 e o ‘Gideão’ entra na cota de sacrifício do martelinho: R$ 1 mil mensais, com direito a um exemplar por mês da revista Fiel, livros, Bíblias e um cartão para 10% de descontos nos produtos da Editora Central Gospel comprados pelo telemarketing, “desde que não esteja em promoção”.
Virar parceiro do pastor é fácil, pagar é muito mais. A organização abençoada de Malafaia trabalha com o ganhoso instrumental financeiro de uma grande loja de departamentos, como convém a este éden da prosperidade. A igreja Vitória em Cristo opera, sem preconceitos, com cartões Visa, Master, Diners, Amex ou Hipercard e tem contas abertas, sem discriminação, com o Banco do Brasil, HSBC, Bradesco ou Itaú, além de trabalhar com boletos bancários ou cheques nominais. Malafaia aceita boletos antecipados para o ano todo, mas nenhuma contribuição abaixo de R$ 15. Acima, pode.
Abobrinhas e beterraba
Agora, esse mundo dourado de riquezas, promessas, ofertas, obras e fartura vai ganhar outro e inesperado púlpito: um espaço de brilho, luzes e discussões mundanas, terrenas, insinuantes, quase lascivas. Começa na terça-feira (10/1) a 12º edição do ‘Big Brother Brasil’, o reality showda Globo que arrebata o país por 12 semanas no seu jogo canalha de perfídias, traições, intrigas e sensualidade explícitas, onde garotas curvilíneas e garotos musculosos, todos transbordantes de hormônios e carentes de neurônios, desfilam suas abobrinhas em diálogos patetas e reflexões idiotas. O jornalista Eugênio Bucci, professor de Ética Jornalística da ECA-USP e da ESPM, de São Paulo, tatuou o BBB como “o mais deseducativo programa da TV brasileira, onde a fama justifica qualquer humilhação”.
Na TV, onde nada se cria e tudo se copia, a Record também tem sua versão BBB, “A Fazenda”, com mais roupa e a mesma dose intragável de papo imbecil. A personal trainer Joana, a vencedora da versão 4 da Fazenda, que acabou em outubro passado, arrebatou R$ 2 milhões após encontrar uma beterraba premiada, entre outros sofisticados desafios intelectuais.
Apesar dessa crônica indigência, mais de 130 mil jovens brasileiros se inscreveram para o BBB12, ao longo de sete meses, filtrados em seletivas regionais em 10 capitais. É uma febre televisiva que pode parar até a maior cidade brasileira, São Paulo, onde chega a bater em 40% do Ibope, o que significa quase dez milhões de telespectadores, metade da população da Grande SP.
A vencedora do BBB de 2011, a modelo paulista Maria Helena, 27 anos, de São Bernardo do Campo, faturou um cheque de R$ 1,5 milhão ganhando o voto por telefone de 51 milhões de pessoas. Se fosse candidata a presidente em 2010, Maria Helena, capa da edição de junho de 2011 da revista Playboy, teria derrotado José Serra por mais de sete milhões de votos e perderia para Dilma Rousseff por menos de cinco milhões.
Boninho, o diretor do BBB, apimentou a receita em 2012, para horror do pastor Malafaia, infiltrando quatro homossexuais entre os doze sarados concorrentes. “Três dos quatro gays são mulheres”, adiantou o lúbrico Boninho no seu tuíter. Ele não disse, mas o programa de 2012 terá também a atração extra de duas evangélicas, a assistente comercial mineira Kelly, 28 anos, e a zootécnica baiana Jakeline, 22. O empresário Danilo Leal, 45 anos, pai de Jakeline, acha que a filha vai resistir bem ao paredão impiedoso do BBB, apesar de evangélica: “Ela não é recatada. Espero que Jakeline aproveite bem seus 15 minutos de fama e faça o pé de meia”, reza o empresário, dando sua sanção paternal para o que der e vier.
Não se sabe ainda o tamanho do fio-dental que as duas evangélicas vão exibir na casa mais vigiada do Brasil, nem o salmo que irão recitar debaixo do edredom, cercadas por tantas câmeras indiscretas. Não deixa de ser simbólico que, cinco séculos após ser cravado nos portões da igreja de Wittenberg, o credo rigorosamente puritano e austero fundado pelo cisma de Luterano infiltre duas crentes assanhadas e iconoclastas no cenário conspícuo do programa mais ímpio da maior rede brasileira de TV aberta. A explicação, certamente, não está nas páginas lambidas da Bíblia dos templos e igrejas desta terra supostamente laica, mas nas cédulas louvadas do dinheiro ungido pela graça divina e pela licença dos homens neste país tropical, que Jorge Ben resumiu como “abençoado por Deus e bonito por natureza”.
A louvação ecumênica ao dinheiro pintado pela hipocrisia de todos os credos esclarece, em parte, a progressiva invasão destes templos cada vez mais eletrônicos, escancarados por vendilhões cada vez mais acessíveis a espertalhões cada vez mais abusados no assalto à boa fé de sempre dos desesperados.
O velho evangelista Kenyon, profeta dessa cínica doutrina da prosperidade, poderia traduzir este Armagedom moral com o mantra invertido da religião de resultado que inventou: o que eu possuo, não confesso.
* Luiz Cláudio Cunha é jornalista. [cunha.luizclaudio@gmail.com]

domingo, 15 de janeiro de 2012

Cruzada Evangélica em SÃO Domingos

O cantor Rivonaldo e Banda tem /a imensa satisfação de convidar  a todo para primeira cruzada Evangelística no dia 21 deste mês na Rua São Damião ao lado da escola Sta Maria em São Domingos, com inicio as 19:00hs .
Tema: Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que mim tem feito? sl 116.12

Programação: No louvor, Banda Átrios, Abraão, Joseano Silva, Rhubens Gamarro de Feira de Santana e Rivonaldo e Banda.
Pregando a palavra de Deus; Pr. Pedro de João Pessoa.

Direção; Cantor Rivonaldo
Apoio; Igreja Evangélica Palavra da vida e a demais Igrejas Evangélicas.

Religiosos são proibidos de orar e pregar em corredores de hospital público de Caruaru (PE)48


hospital caruaru 300x146 Religiosos são proibidos de orar e pregar em corredores de hospital público de Caruaru (PE)48  O incômodo causado pelo som alto das pregações evangélicas durante a visita a pacientes levou o Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru (130 km do Recife), a proibir a partir desse mês que religiosos realizem pregações ou orações em grupo nas enfermarias e corredores da unidade.
Segundo a direção do hospital público, referência no atendimento no agreste de Pernambuco, a determinação atende às reclamações de pacientes e visitantes, que estariam incomodados com as constantes pregações feitas em voz alta durante as visitas nas enfermarias.
Em nota pública, o diretor do HRA, José Bezerra, disse que respeita todas as religiões, mas explicou que as pessoas que quiserem realizar orações terão de utilizar a capela ecumênica da unidade, que estará aberta a todos os visitantes e pacientes que desejarem orar.
“Sabemos que existem pacientes que necessitam de um apoio, de uma palavra de conforto, e encontram tudo isso na religião. No entanto, nem todos os religiosos que fazem as visitas têm essa intenção. Muitos, além de visitar o seu paciente, acabam chamando atenção dos outros – muitas vezes a contragosto, porque não são da mesma religião, para que escutem o que eles têm a dizer”, diz o comunicado do diretor.
Segundo Bezerra, para que “fatos dessa natureza não voltem acontecer”, a direção decidiu liberar a entrada dos religiosos “apenas para visitas.” “Caso eles desejem realizar algum tipo de pregação ou oração em conjunto, podem se dirigir para a capela ecumênica do hospital, que está aberta para receber integrantes de qualquer religião.”

Limites éticos

A decisão do HRA foi elogiada pelo presidente da Associação Interreligiosa do Agreste, padre Everaldo Fernandes. “É uma boa oportunidade de fazermos uma releitura sobre essa pregação. Não vejo como intolerância religiosa, mas como uma forma de impor nossos limites, que me parece correto. O hospital deixa claro que quer a contribuição da religião, mas não pode dar espaço ao constrangimento”, afirmou.
Segundo o padre, a forma de pregação adotada por alguns religiosos já vem sendo discutido pelo grupo há algum tempo. “A religião, assim como a medicina, a advocacia ou qualquer outra crença, tem seus limites éticos. E nós precisamos pensar sobre as nossas práticas, que devem ser éticas, respeitando a todos.”
Para o pastor Arnóbio Silva, da Igreja Evangélica Congregacional Vale da Bênção, a decisão é equivocada. “Sou contra. Temos liberdade religiosa no país, e as visitas aos pacientes termina com uma oração. Se havia excessos, caberia orientar as pessoas que fazem a oração, em vez de as proibir”, disse.

Pastor Francisco Eurico, pré-candidato a deputado da AD em Pernambuco, sofre sequestro-relâmpago

franciscoeurico 150x150 Pastor Francisco Eurico, pré candidato a deputado da AD em Pernambuco, sofre sequestro relâmpago O Pastor Francisco Eurico, pastor da Assembleia de Deus em Palmares (PE) e pré-candidato da denominação a deputado federal pelo Estado de Pernambuco, foi vítima de sequestro relâmpago no último sábado, 22.Ele foi rendido quando estacionava uma Kombi de cor branca, pertencente à igreja, no Templo Central da Assembleia de Deus, na Avenida Cruz Cabugá, no bairro de Santo Amaro, em Recife.
Dois elementos armados renderam o motorista, o pastor Francisco Eurico e seu filho, Eurico Junior, assumiram o comando do veículo e, sob a mira de armas de fogo, levaram-nos pelas ruas da cidade.
Em seguida, pararam em lojas de conveniências para adquirirem bebidas alcoólicas. Depois, seguiram pela BR-101 Sul. No trajeto, obrigaram as vítimas a ingerirem bebidas alcoólicas, sob ameaça de morte, para que não fossem reconhecidos.
Apesar da ameaça à sua integridade física, o pastor Francisco Eurico se recusou a ingerir o conteúdo, pois é “de fé inabalável e um discípulo do Senhor Jesus”.
A violência contra os religiosos só cessou horas depois, quando foram abandonados nos canaviais do Engenho Alegre, em Ribeirão. Eles se deslocaram a pé até a BR-101 e conseguiram carona até Ribeirão. Lá, prestaram queixa na delegacia local.
A PM-PE fez diligências na área e comunicou o ocorrido às Policias Rodoviárias Estadual e Federal, mas não obteve êxito na captura dos sequestradores, que fugiram levando os celulares e o dinheiro do pastor.
O pastor Eurico já estava profundamente abalado pela morte do seu patriarca, um dia antes do sequestro.

A Igreja Mundial do Poder de Deus, descumprindo uma decisão judicial voltou a causar congestionamento no trânsito da região de Guarulhos, São Paulo. A vigília de sexta-feira 13 da Mundial tinha sido proibida após os transtornos causados pela inauguração da igreja denominada “Cidade Mundial”. O movimento de fiéis provocou transtornos na região que dá acesso ao Aeroporto de Cumbica. A instituição deve ser multada.

Igreja Mundial multada vigilia
De acordo com a Nova Dutra, concessionária que administra a rodovia, o congestionamento provocado pela vigília da Igreja Mundial começou por volta das 20h e atingiu o pico por volta das 22h15, quando a fila de veículos chegou a cinco quilômetros, estendendo-se do trecho de acesso a “Cidade Mundial” - na avenida Monteiro Lobato, altura do quilômetro 219 - até o quilômetro 224. Por volta das 23h30, o trânsito na região da igreja foi normalizado.

Nenhum representante da Mundial foi localizado para comentar o não cumprimento da decisão judicial, motivada por uma ação popular devido aos transtornos provocados na Dutra na inauguração da igreja, em 1º de janeiro, quando a rodovia ficou paralisada por seis horas.

A "Cidade Mundial" possui capacidade para 150 mil pessoas,
mas está em um local de trânsito complicado.
A proibição da realização da vigília na Igreja Mundial foi requerida à Justiça pelo vereador Geraldo Celestino (PSDB) e concedida pelo juiz Rafael Tocantins Maltez. O magistrado estipulou ainda multa de R$ 100 mil à Mundial em caso de desrespeito à sua decisão.

O juiz afirma que a própria Mundial divulga que o templo tem capacidade para 150 mil pessoas, embora o alvará de funcionamento estipule público máximo de 30 mil na igreja.

 Folha Online|Pátio Gospel Noticias

A Igreja Mundial do Poder de Deus que congestionou o trânsito de Guarulhos, São Paulo dia 1º de janeiro para inauguração de um mega templo pode ser fechada. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o trânsito local da Rodovia Presidente Dutra parou por seis horas e isolou o Aeroporto de Cumbica.

De acordo com a PRF, a Igreja Mundial havia informado por ofício o número de 30 mil participantes, muito inferior aos 2 milhões comemorados pelo ApóstoloValdemiro Santiago. De acordo com a inspetora-chefe da PRF, Luciana Rocha um relatório será enviado ao Ministério Público Federal cobrando providências aMundial. “Isso não pode se repetir. Nem que a igreja tenha de ser fechada”, afirma.

O problema no evento da Mundial, segundo a concessionária Nova Dutra, não foi a chegada das pessoas, mas a forma como os ônibus estacionaram: duas faixas da rodovia em alguns trechos ficaram fechadas, os ônibus ficaram enfileirados no acostamento e nos canteiros, chegando a bloquear os dois sentidos da Dutra em alguns momentos, além do acesso à Rodovia Hélio Smidt, que leva a Cumbica.

A Igreja Mundial afirmou que a Prefeitura de Guarulhos sabia que chegariam dois mil ônibus de passageiros, o que daria 90 mil pessoas. A lista dos ônibus contratados deve ser solicitada a Igreja Mundial para autuá-los pelo estacionamento irregular.

A PRF deve se reunir com o Ministério Público já no início da próxima semana, antes do próximo grande evento, que está marcado para o dia 13 de janeiro de 2012" para definir se a Cidade Mundial será ou não fechada.

O templo da Igreja Mundial possui capacidade para 150 mil fiéis e foi inaugurado no km 217 da Via Dutra, perto do aeroporto.

 |Pátio Gospel Noticias

O Big Brother Brasil (BBB) apresenta surpresas em sua 12ª edição, nesta quarta (4/01), a Rede Globo divulgou a lista completa dos participantes com duas evangélicas. O Big Brother, que tem comando e direção de Boninho e apresentação de Pedro Bial vai ao ar à partir de 10 de janeiro.

Boninho afirmou que fez a seleção para o Big Brother parecida com os primeiros programas para a décima segunda edição do reality show; com pessoas mais jovens e com perfil mais "convencional". Desta vez duas evangélicas integram a lista.

Big Brother Jakeline Leal

Jakeline, estudante de zootecnia que vive em Feira de Santana, na Bahia, é uma das doze integrantes do Big Brother Brasil 12, e parece ser do tipo calado. Nas redes sociais, não fez alarde sobre a novidade. "Feliz para burro. Deus seja louvado", publicou a jovem no Facebook sobre a seleção para o Big Brother.

Evangélica, Jakeline de 22 anos parece fazer o perfil tímido e é comprometida. É amante dos animais - 'Marley e Eu'é um de seus filmes preferidos - e não esconde sua admiração por Jesus Cristo.

Big Brother Kelly Medeiros

Outra participante do Big Brother Brasil 12 é a evangélica e mineira Kelly, que morou por quase um ano em Salvador e acabou indo tentar a vida em São Paulo. "Ela dançou no Aviões do Forró, mas, teve que sair do grupo para cuidar do pai que ficou doente. O pai faleceu, e ela não conseguiu voltar para a banda e resolveu ir para São Paulo tentar a vida", disse uma amiga.

A amiga contou ainda que a participante do Big Brother 12 é evangélica. "Ela é bem ligada a Deus. É evangélica e frequenta os cultos na igreja", finalizou. 


|Pátio Gospel Noticias

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Primeira Santa Ceia do Ano na Igreja Ora Vem Senhor Jesus

A Igreja estava lotada


O Pastor Presidente Celebrou a Ceia



O Irmão Cicero




O Presbítero Junior 

A Igreja ora vem Senhor Jesus Celebrou no dia 07/01/2012 em São Domingos a Primeira Santa Ceia do Ano de 2012, O Templo estava lotado com a presença de vários conjuntos, Diáconos e Presbítero.  

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Pastora conhecida como Regina Casé Gospel rouba cena em programa da Globo


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Pastora conhecida como Regina Casé Gospel rouba cena em programa da Globo

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Pastora conhecida como Regina Casé Gospel rouba cena em programa da Globo
A pastora Ana Lúcia, de 42 anos, é conhecida como a Regina Casé do Gospel devido ao seu jeito expansivo e alegre de se expressar. Ela ficou conhecida na internet por causa de um vídeo em que está cantando amúsica “Vem Comigo Dando Glória”. O vídeo, gravado em uma cerimônia pentecostal no início de 2010, mostra pessoas dançando e cantando animadamente.
E foi através do vídeo que Regina Casé encontrou a pastora Ana Lúcia e acabou surgindo o convite para participar do programa “Esquenta”, apresentado por Regina Casé nas tardes de domingo da Rede Globo.
“Eu estava apaixonada por ela a uns dois meses, só via isso no YouTube. Nunca vi uma suingueira tão boa! Decidimos levá-la ao programa e foi incrível. Ela tomou conta da plateia”, diz Regina, referindo-se ao “Esquenta” de Ano-Novo, que foi ao ar no último domingo às 13h50, na Rede Globo.
“Eles falam que sou a Regina Casé da Igreja. Sou uma pastora diferente. Não acho que pastor tem de ser sério. Sou povão. O fato de eu dizer ‘vem comigo dando glória’ não significa que não tenho ética”, diz Ana Lúcia de Andrade que sempre foi comparada à própria Regina Casé pelo jeito comunicativo e expansivo como comanda seus cultos na igreja.
“Quando me ligaram, eu desliguei o telefone. Achei que era trote”, conta a pastora, que tem sido convidada para se apresentar em igrejas de todo o Brasil e diz que jamais imaginou um dia estar ao lado da apresentadora.
“Fui convidada para o programa certo. Defendo o respeito religioso.”, diz a pastora sobre o “Esquenta” que contou também com representantes de outras religiões como o rabino Nilton Bonder e o padre Renato Martins.
Segundo a Rede Bom Dia, além dos religiosos participaram do programa o grupo Revelação, Mr. Catra, Teresa Cristina e a atriz Grazi Massafera.
Fonte: Gospel+

80% das igrejas evangélicas do Recife-PE apresentam situação irregular


Embora não existam levantamentos recentes, a Prefeitura do Recife estima que cerca de 80% dos templos religiosos estejam irregulares na cidade. Em audiência pública realizada na manhã de ontem na Câmara dos Vereadores do Recife, representantes da prefeitura e de igrejas discutiram a flexibilização das leis que regularizam o alvará de funcionamento das igrejas. “Embora não tenhamos um levantamento atual e preciso de quantos templos existam no Recife, estimamos esse número em cinco mil, e a grande maioria deles está em situação irregular. Acredito que para reverter essa situação, te mos que harmonizar as leis com a realidade atual”, argumentou o secretário de Assuntos Jurídicos da Capital, Cláudio Ferreira. Além de representantes do poder municipal, também estavam presentes integrantes de igrejas evangélicas e da Episcopal.
Em um mês, um grupo de trabalho da Prefeitura deve apresentar primeiro esboço do conjunto de leis que regulariza a existência dos templos na Cidade. Para o secretário, os dois principais pontos a serem discutidos seriam a acessibilidade e o barulho gerado pelas igrejas. “O ruído, por exemplo, de ve ser medido fora do imóvel e não dentro. Muito embora, muitas vezes o nível do som fique realmente acima do recomendado, é fato que não podemos proibir as pessoas de ouvirem um som na altura que desejarem dentro da igreja – com a condição, é claro, de que não atra palhem a comunidade. Então, o isolamento acústico apropriado tem que ser feito e o índice do barulho medido do lado de fora do prédio”.

Virada de ano na igreja ora vem Senhor Jesus

Final de ano na Igreja ora vem Senhor Jesus